Conselheiros avaliam conferências estaduais de igualdade racial
Data: 25/09/2013
Participaram da mesa de abertura do evento a ministra Luiza Bairros, da Igualdade Racial e os secretários-executivos da Seppir, Giovanni Harvey e do CNPIR, Sérgio Pedro
Os conselheiros e gestores de igualdade racial fizeram hoje (24/09) um balanço das Conferências Estaduais sobre a temática e discutiram o processo de instalação do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SINAPIR). Os temas foram abordados na manhã desta terça-feira, 24, durante abertura da 42ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR).
Os desdobramentos da reunião que representantes do movimento negro tiveram, recentemente, com a presidenta da República, Dilma Rousseff também foi assunto do evento, que prossegue até amanhã, no Auditório da Fundação Cultural Palmares, em Brasília. Participaram da mesa de abertura do evento a ministra Luiza Bairros, da Igualdade Racial, e os secretários-executivos da Seppir, Giovanni Harvey e do CNPIR, Sérgio Pedro.
Na parte da manhã, houve uma avaliação dos processos que culminaram com a realização das conferências de Igualdade Racial em estados e municípios. Para os participantes, em geral, apesar de eventuais problemas e obstáculos, as conferências fortaleceram institucionalmente os órgãos que lidam com a questão racial e tornaram possível a qualificação do debate e das propostas retiradas para a Conferência Nacional, que acontece em novembro, em Brasília.
Para a ministra Luiza Bairros, o panorama traçado na avaliação ajuda a corroborar tendências observadas nos processos de organização da Conferência. “Há um subtexto que nos indica a necessidade de discutir com mais profundidade o modelo com o qual realizamos o evento, mais voltado para a definição dos delegados do que para o aprofundamento do tema central”, afirmou.
A ministra disse que foram necessários muito esforço e investimento político para mudar o foco de discussão da conferência, de questões que vinham se repetindo, para abordagens estruturais, como democracia e desenvolvimento, que se mostram como entraves para a promoção de políticas de igualdade racial no país.
SINAPIR – Durante a reunião, foi apresentada a versão atual do documento base do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SINAPIR), que vem sendo construído em um processo de diálogo com atores do governo e da sociedade civil.
O SINAPIR se constitui numa forma de organização e de articulação voltadas à implementação do conjunto de políticas e serviços destinados a superar as desigualdades étnico-raciais existentes no país, prestados pelo poder público.
O documento base trata sobre itens como definição e organização do Sistema, Marcos Regulatórios, Princípios Básicos, Objetivos, Instrumentos, Estrutura, Competências e Responsabilidades, Participação dos Estados, Distrito Federal e Municípios, Participação da Sociedade Civil, Formas de Gestão e de Financiamento.
“O texto está sendo discutido em eventos e, principalmente, ficou disponível para Consulta Pública, para que tenhamos o máximo de colaboração possível em sua versão final, que será transformado no decreto que cria o SINAPIR, pela presidenta Dilma Rousseff”, afirmou Marcos William, assessor especial da SEPPIR.
De acordo com ele, a Consulta Pública recebeu 86 contribuições, de treze estados, de todas as regiões do Brasil. A maior parte, 79%, veio de pessoas físicas. E o restante das contribuições, 21% de pessoas jurídicas. Sendo que, 67% de quem opinou é do sexo feminino e 33%, do masculino. Quanto ao quesito raça/cor, 51% se declarou preto. Com relação ao grau de escolaridade, a maior parte dos contribuintes tem curso superior completo, 46%.
Os desdobramentos da reunião que representantes do movimento negro tiveram, recentemente, com a presidenta da República, Dilma Rousseff também foi assunto do evento, que prossegue até amanhã, no Auditório da Fundação Cultural Palmares, em Brasília. Participaram da mesa de abertura do evento a ministra Luiza Bairros, da Igualdade Racial, e os secretários-executivos da Seppir, Giovanni Harvey e do CNPIR, Sérgio Pedro.
Na parte da manhã, houve uma avaliação dos processos que culminaram com a realização das conferências de Igualdade Racial em estados e municípios. Para os participantes, em geral, apesar de eventuais problemas e obstáculos, as conferências fortaleceram institucionalmente os órgãos que lidam com a questão racial e tornaram possível a qualificação do debate e das propostas retiradas para a Conferência Nacional, que acontece em novembro, em Brasília.
Para a ministra Luiza Bairros, o panorama traçado na avaliação ajuda a corroborar tendências observadas nos processos de organização da Conferência. “Há um subtexto que nos indica a necessidade de discutir com mais profundidade o modelo com o qual realizamos o evento, mais voltado para a definição dos delegados do que para o aprofundamento do tema central”, afirmou.
A ministra disse que foram necessários muito esforço e investimento político para mudar o foco de discussão da conferência, de questões que vinham se repetindo, para abordagens estruturais, como democracia e desenvolvimento, que se mostram como entraves para a promoção de políticas de igualdade racial no país.
SINAPIR – Durante a reunião, foi apresentada a versão atual do documento base do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SINAPIR), que vem sendo construído em um processo de diálogo com atores do governo e da sociedade civil.
O SINAPIR se constitui numa forma de organização e de articulação voltadas à implementação do conjunto de políticas e serviços destinados a superar as desigualdades étnico-raciais existentes no país, prestados pelo poder público.
O documento base trata sobre itens como definição e organização do Sistema, Marcos Regulatórios, Princípios Básicos, Objetivos, Instrumentos, Estrutura, Competências e Responsabilidades, Participação dos Estados, Distrito Federal e Municípios, Participação da Sociedade Civil, Formas de Gestão e de Financiamento.
“O texto está sendo discutido em eventos e, principalmente, ficou disponível para Consulta Pública, para que tenhamos o máximo de colaboração possível em sua versão final, que será transformado no decreto que cria o SINAPIR, pela presidenta Dilma Rousseff”, afirmou Marcos William, assessor especial da SEPPIR.
De acordo com ele, a Consulta Pública recebeu 86 contribuições, de treze estados, de todas as regiões do Brasil. A maior parte, 79%, veio de pessoas físicas. E o restante das contribuições, 21% de pessoas jurídicas. Sendo que, 67% de quem opinou é do sexo feminino e 33%, do masculino. Quanto ao quesito raça/cor, 51% se declarou preto. Com relação ao grau de escolaridade, a maior parte dos contribuintes tem curso superior completo, 46%.
Você está recebendo esta mensagem porque se inscreveu no grupo "Conselhos da Igualdade Racial" dos Grupos do Google.
Para cancelar a inscrição neste grupo e parar de receber seus e-mails, envie um e-mail para conselhos-da-igualdade-racial+unsubscribe@googlegroups.com.
Para obter mais opções, acesse https://groups.google.com/groups/opt_out.
0 comentários:
Postar um comentário